Depoimentos de Leitura e Escrita


Sabemos que para levar os alunos a entender tudo o que leem exige explorar diferentes gêneros e procedimentos de estudo e que, para isso ocorrer de forma bem-sucedida, se faz necessário o envolvimento dos professores de todas as disciplinas, não apenas os de Língua Portuguesa. Por isso, quando pensamos em desenvolver as competências leitura e escritora, nada mais justo que pensar em ser tarefa de todas as disciplinas. Por exemplo, todo texto de Geografia trará contribuições específicas da disciplina assim como todo texto de Física trará contribuições específicas da disciplina de Física. Não se podem generalizar as leituras; cada qual tem seu direcionamento próprio de acordo com as necessidades reais da área e da disciplina – por isso que todos temos o que contribuir e desenvolver diante dos textos. É com esse olhar que devemos balizar o desenvolver de tais competências nos moldes de leitura orientada; pelo prazer de atribuir sentido a um texto que se promoverá o encantamento da descoberta dos muitos sentidos dos textos nos contextos. Outro fato é que a prática da leitura deve acontecer de forma instigante e prazerosa, e não podemos esquecer que é papel do professor atuar para que assim aconteça.
Portanto, mudar os meios de se trabalhar com a leitura está em nossas mãos; acredito que as experiências aqui colocadas serão enriquecedoras, pois contribuirão para fazer com que nossas práticas de leitura se transformem em algo mais vivo e significativo.


Postado por Viviani - Melhor Gestão, Melhor Ensino


Ler e escrever é...

             A minha grande incentivadora na arte de ler foi minha mãe. Ao longo da minha infância, lembro-me que ela, sempre que podia, comprava pequenos livros. O livro do qual eu nunca me esqueço é "A joaninha Jô". Consigo me lembrar da capa, dos desenhos e até do cheiro dele. Já na adolescência dediquei-me inteiramente à série Vaga-lume. Lia todos os livros indicados pela professora e amava, principalmente, os livros de aventura. Os que mais gostei foram: A ilha perdida, A maldição do tesouro do Faraó, A montanha das duas cabeças e tantos outros. Não me esqueço deles jamais. Ahhh, não me lembro de ir à biblioteca e retirar um livro sem que a professora pedisse.
             No meio do caminho tinha uma pedra: a escrita. Nunca gostei de escrever porque não tinha boas ideias. Eu nunca fui despertada para a escrita. Hoje, enquanto professora, sei que para escrever um bom texto você precisa ser repertoriado sobre o assunto e dominar a estrutura básica do gênero textual solicitado por meio de sequências didáticas.

 Débora Scopim da Fonseca

Minha história com a leitura e a escrita

          Meus primeiros contatos com a leitura foi com minha mãe que nos encantava com suas histórias para dormir. À noite, ela escolhia uma das histórias que tinham cheiro de livro velho e até mesmo de sabão em pó, haja vista que colecionávamos os livrinhos de história que vinham na caixa de sabão em pó.  Quando comecei a frequentar a escola na fazenda onde morávamos, as letras já me eram mais familiares e o processo de alfabetização aconteceu com mais facilidade, no entanto, distante das histórias que me cativavam. Era em casa que aproveitava para redimensionar a leitura por meio dos livros que escolhia. E assim fui conhecendo outros mundos, outras personagens, seus conflitos e suas aventuras. 
          Foi quando aconteceu a troca de professora primária que descobri que a escola também era lugar de leitura por prazer. A nova professora promovia as rodas de contação de histórias e os livros saíam dos armários para virar encanto.
          No Ensino Fundamental II, meus professores de Língua Portuguesa não conseguiram manter a mesma prática de leitura. Líamos textos literários para responder às questões de compreensão textual ou para resolver exercícios gramaticais.
      Foi o professor do Ensino Médio que resgatou o prazer literário com as literaturas brasileira e portuguesa. Encantei-me pelas Iracemas, Julianas, Capitus, Diadorins; pelos Bentinhos, Eugênios, Amaros, Riobaldos... Daí para o curso de Letras eu tinha a certeza do que realmente queria. Ler...sempre e mais e sempre...


Postado por Magda - Melhor Gestão, Melhor Ensino
 
 
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Lembranças... Recordações...
Lembranças, sentimentos, emoções me invadem a alma ao tentar recuperar, recordar minhas experiências com a leitura e a escrita. Lendo e ouvindo os depoimentos das  diferentes personalidades, fui relembrado situações vividas na minha trajetória escolar. Sou fruto de uma educação tradicional, onde o professor era o detentor do saber e o aluno era visto como um receptor passivo. Tive a primeira experiência de leitura e de escrita com a Cartilha Caminho Suave. Lembro-me das palavras de algumas lições e das famílias silábicas. Sempre fui muito tímida. Recordo-me de situações constrangedoras vivenciadas em sala de aula, quando um professor pedia para que eu lesse. Corava e às vezes gaguejava. Nessas situações, a leitura era um  ato mecânico, ao terminar não sabia o que tinha lido. As produções de textos também seguiam o modelo tradicional.  Nunca me esqueci da composição a partir de uma gravura apresentada pela professora. Aos poucos, fui tendo novas experiências de leitura. A partir da 5ª série  passei a comprar e  a ler os livros que seriam cobrados nas provas de leitura. A leitura não era apresentada como atividade prazerosa, mas obrigatória para nota. Mesmo assim, comecei a me encantar com o mundo mágico da leitura.  Adorava as histórias. Lembro-me dos livros: A Ilha Perdida de Maria José Dupré,  O caso da Borboleta Atíria de Lúcia Machado de Almeida, Zezinho o Dono da Porquinha Preta de Jair Vitória, Éramos Seis de Maria José Dupré. Em seguida, já no Ensino Médio tive a oportunidade de conhecer autores da literatura brasileira, lendo obras importantes de: José de Alencar, Machado de Assis, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Aluísio Azevedo...  Na universidade, fui ampliando esse universo de leitura e já não lia apenas os livros cobrados para provas e trabalhos, pois a leitura passou a fazer parte da minha vida como algo prazeroso e imprescindível.
Postado por Maria Virgínia Rosseto - 25/04/2013
 
 

Um comentário:

  1. Conhecer a Leitura e a Escrita

    Minhas primeiras experiências sobre a escrita reportam-me a momentos muito emocionantes e afetivos. Sendo filha mais velha de quatro irmãos e vivendo num período onde as dificuldades financeiras priorizavam a cultura, não frequentei os anos da pré-escola. Fui direto para a primeira série do grupo. Porém, meu pai que sempre foi amante do saber apresentou-me as primeiras letras e números, recordo-me com muito carinho das atividades que ele propunha quando chegava do trabalho para aprender a escrever, ou melhor, identificar as letras do alfabeto, e a sequência numérica. Assim quando comecei a frequentar os bancos escolares já conhecia as letras e compunha algumas palavras. Não posso esquecer-me de uma das aulas que tive no grupo primário, onde a professora colocava uma sequência de quadros na lousa e pedia que fizessemos uma composição sobre a sequência que observada. Hoje, como professora de Língua Portuguesa é possível compreender que as estratégias por ela utilizadas e como poucas metodologias deixaram de ser úteis para a aquisição da escrita. E percebo também o quanto é importante o papel do professor e daqueles que são pessoas significativas na vida do aluno para despertarem e formarem leitores apaixonados por boas leituras e bons textos. Desta forma hoje sou o que sou e conheço o mundo através da linguagem escrita e verbal, poderia ser mais apaixonada ou mais aplicada, porém cada qual a sua maneira, vai se construindo e fazendo de cada dia de sua vida uma página de sua história.

    Postado por Aparecida Valentina - Melhor Gestão, Melhor Ensino.

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